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O ponto forte do terceiro disco da trinca formada pelo virtuoso e subestimado Scott McGill na guitarra, Michael Manring (Attention Deficit) no baixo e Vic Stevens (Gongzilla) na bateria, “Addition by subtraction” (pelo selo especializado Laser’s Edge – www.lasercd.com) é a capacidade de extrair da técnica algum tipo de emoção, melodias e momentos memoráveis sem o uso de um diapasão ou cronômetro.
“Addition by subtraction” ficou aos cuidados do excelente produtor Neil Kernon, vencedor do Grammy e que já prestou serviços a Brand X, Queensryche e Judas Priest. Direcionado primeiramente ao fã-clube de McGill e aos progressivos em geral, a música é na verdade uma mistura de jazz com o prog metal tão em voga. Complexo, cheio de texturas, e pesado em muitos momentos, o disco lembra uma espécie de versão turbinada do King Crimson na fase “Starless and bible black”. Scott McGill esbanja sua influência do jazz rock de Jeff Beck, Brand X e Mahavishnu Orchestra. Com o apoio dos não menos talentosos Stevens e Manring, McGill leva às últimas conseqüências a inspiração jazzística na pura improvisação de temas como a abertura com “Zimparty”, a flamenca “Euzkadi”, “The voyage of st. brandon – abbot of clonfert”, “Silé”, “Four fields”, a sônica “Where are not amused”, e na sacação do título “In-a-gadda da vinci”, tributo ao pioneirismo do hoje esquecido Iron Butterfly, o peso da melhor escola californiana.
McGill, Manring e Stevens construíram um disco tão influente quanto os clássicos de Return to Forever, Mahavishnu Orchestra e Tribal Tech. A ajuda de Jordan Rudess (tecladista do Dream Theater) e de Neil Kernon (nos loops) provoca a chama e extrai o melhor dos envolvidos. Os trejeitos à la Jaco no funkeado Manring e o estilo de um clone de Buddy Rich metaleiro em Stevens são uma delícia imperdível mesmo para quem não é músico e só está atrás de diversão.
A promessa feita e repetida em “Addiction by subtraction” é cumprida à risca por todo o CD. Um ábum pop na essência, capturando as sonoridades do momento, mas no fundo simplesmente fusion, se não tão inovador quanto o de Jeff Beck, ao menos de comprovado bom gosto e prontinho para ser explorado.
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